As coisas só estão melhorando

Mãezinha linda num curso de pintura – São Paulo, ago/2019

SIMMM, estão! E eu acredito nisso com toda força do meu coração, por mais brega que possa ser.

Essa rainha da foto é minha mãe, Mara Sandra. Ela tem 62 anos, nasceu numa cidadezinha inha inha (já falei inha?) do interior de SP, se formou em Educação Física lá na década de 70 e se casou com um grande amor, cumprindo aí a risca todos os protocolos sociais e familiares que você imaginar.

Formou sim uma família digna de comercial da Doriana e, claro, enfrentou dificuldades como todo ser vivo deste nosso querido Sistema Solar.

Quando eu tinha 14 anos, vi a minha mãe amanhecer, mas não anoitecer na casa que morávamos em Marília. Na urgência de fazer algo pela família que formou, entrou num ônibus com passagem só de ida pra Campo Grande, com o objetivo de pegar aulas de Educação Física no município, depois aí de aaaanooos fora da sala de aula. Para ajudá-la, lembro de escrever carta, contando como eram as minhas aulas, já que um bocado de coisa havia mudado, não é mesmo?

E ela foi. Não só foi, como começou uma pós graduação, outros tantos zilhões de cursos e até passou no concurso da prefeitura.

O lance é que depois do grande terremoto que sacudiu o nosso chão em 2006, eu vi essa mulher dar mais marcha pro seu motor e seguir ainda mais. Mesmo parecendo um zumbi muitas vezes.

E eu lembro muito bem que em julho de 2013, quando ela veio me visitar em Sampa, ela não sabia o que me dizer, quando eu perguntei onde ela queria ir, onde iríamos passear:

– Não sei, filha. Não sei o que eu gosto. Tô redescobrindo.

Nós três, minha mama, mana e eu estávamos passando por mudanças profundas. Cada uma no seu contexto, mas de certa forma sempre partilhando. E se entendendo. E se curando. E seguindo.

Aprendi em leituras sobre o sagrado feminino, que quando uma mulher começa seu processo de cura, ela sana também gerações passadas e as que estão por vir.

E de repente eu vi minha mãe começar a devorar vídeos no YouTube sobre pintura e comendo com farinha cursos on-line. E com 40h por semana de trabalho nas escolas. Claro. Enquanto isso, minha irmã estudava espiritualidade e perdia mais de 30kg!!

Se eu comecei uma viagem fora que me levou pra dentro, tendo a yoga e a meditação como bagagem, mais do que rápido trocamos esse conhecimento e hoje eu vejo ambas praticando. E até o sobrinho de 5 anos já diz que medita. Pode isso!? ❤

Bom, e você quer saber se minha mãe já sabe o que gosta??

Em agosto ela veio me visitar com um curso (claro! A doida dos cursos atacou novamente!) comprado e um par de ingresso pro show da Maria Bethânia. ❤ Foi MARAVILHOSOOOO! Mágico!!

– Claro que o mundo só tá melhorando, filha. Na minha época eu não via esse movimento todo das pessoas se preocuparem umas com as outras. Era cada um pra sua família e fim!

– É muito legal ver tudo isso que tem na internet disponível pra gente, né? Tem muito conhecimento! Imagina! Na idade de vocês eu nem fazia ideia do que era isso!! Eu aprendo muito com essas coisas que vocês descobrem e trazem pra mim.

– Não vou parar nunca! Não vou me fechar nunca!

Mãe, você é a própria personificação da frase “continue a nadar”. E se hoje eu sinto qualquer medo de estar começando algo do zero, uma carreira nova, uma transição que parece não ter fim, eu olho pra você e penso:

– Sim, as coisas só estão melhorando! Se há movimentos que partem do coração, há cor agem! 😉 Bora!

E você, consegue ver pequenas coisas que avançaram no seu contexto? Às vezes, nos sentimos impotentes ao olharmos pro macro, quando vemos algo tão desastroso, como por exemplo o nosso presidente, né? Mas veja: nunca antes estivemos tão unidos, tão nutridos de informação. Rapidinho as pessoas que vibram igual se conectam, aprendem e criam rede. Isso é poderoso, ninguém nos tira e NÃO TEM VOLTA.

A nossa consciência expande só em um sentido.

Então, por favor, se conecte com os seus milagres e vibre. Pulse!

Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre.

Albert Einstein

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