Yoga & Meditação – como essas práticas chegaram até mim

Fotos: @lubiafigueiredo

Eu sempre gostei muito de fazer alongamento, desde pequena. Era a única aula que eu não perdia na academia e a parte que eu amava das aulas de dança (jazz e dança de salão). Ei! E isso não significa que eu sempre tenha tido um excelente alongamento, viu? Muito pelo contrário. Aliás, segue sendo um desafio pra mim.

Enfim. E apesar de gostar de me exercitar assim, me esticando, eu não me lembro de quando a yoga apareceu na minha vida. Desconfio que a primeira vez que li essa palavra foi em alguma matéria falando que a Madonna praticava… Não sei. Também não tenho qualquer lembrança do que teria sido a minha primeira aula.

Só sei que quando ainda morava em Campo Grande, me recordo de ter dificuldade de encontrar de maneira acessível. Então foi só quando me mudei para São Paulo, em 2013, é que comecei a praticar de fato, em algumas praças e no Sesc. Depois, quando fiz uma grande mudança na minha vida, em maio de 2015 e comecei a viajar pelo país, trocando trabalho por hospedagem, passei a praticar de uma maneira mais integrada comigo, tendo contato com vários tipos de yoga, metodologias, professores (brasileiros e gringos), em diferentes lugares.

Outro ponto, foi a descoberta que esse universo está totalmente associado à prática da meditação, pois tive uma professora de yoga no Sesc que nos colocava sempre pra meditar. Antes disso, eu só teorizava sobre o assunto, tentando sozinha, mas de maneira desconexa e confusa. Por isso que pra mim, a prática de ásanas veio como uma grande ponte para o que é a meditação.

Sem perceber, eu percorria por diversos “tipos” de yoga, enquanto que paralelamente, tinha contato com várias meditações (Vipassana, Osho, etc). E com o tempo, eu fui percebendo o que funcionava mais para mim e qual seria a relação dessas duas atividades, yoga & meditação.

Em meados de 2017 comecei a pensar sobre fazer uma formação de yoga, porque eu sentia que precisava estudar para ter mais informações sobre aquilo que me trazia tanto sentido. E como eu estava cada hora em um lugar, praticando com uma pessoa diferente, eu acabava sentindo que ficava tudo um pouco “solto” e que, na verdade, aquilo tudo poderia ter ainda mais significado para mim.

Até que após pesquisar bastante e falar com várias pessoas, no ano passado em Campo Grande 🙂 eu conheci a Ananda Marga, uma escola filosófica que propaga a realização interior por meio do tantra yoga. E eu fiquei apaixonada! Quando acessei o site deles, pensei:

– Nossa! Tudo o que eu gosto junto numa coisa só!! ❤

Foi uma sensação maravilhosa. De completude mesmo, sabe?

Bom, depois vieram mais tantas outras andanças – internas e externas. Mais e mais pesquisas, mais e mais conversas, que culminaram no agora, onde eu faço a formação extensiva em tantra yoga nessa escola, desenvolvo a meditação ensinada por eles e já estou me preparando para uma especialização em Ashtanga yoga, em agosto. 🙂

Então, passado pouco mais de seis anos de jornada, vejo que a yoga para mim é sobre um caminho de aprendizado para estarmos na presença, para que ali a gente consiga unir a nossa consciência com a consciência maior, com a consciência cósmica, com a origem de tudo o que há, com o amor, com Deus… Chame como quiser. Aliás, yoga significa união, sabia? ❤

Sem dúvida alguma é um caminho desafiador, mas que de fato nos ensina a viver melhor, com muito mais equilíbrio e compreensão. E isso tudo porque a prática traz pro nosso corpo o que vivemos no nosso cotidiano, aí aprendemos mais fácil. É mais didático!

E o resultado disso tudo é começar a entender, ou melhor, é sobre aprender a lembrar mais rápido que sim, é possível viver de uma maneira mais leve e fluida. Afinal de contas, nós viemos aqui pra esse mundão para aprendermos a amar em essência, para aprendermos a acessar aquilo que é por meio da observação da impermanência. E o caminho é a união. O resto é distração.

 

* Perae! 😀 Antes de você ir, só mais um refrão ou dois aqui de O Teatro Mágico:

Tem horas que a gente se pergunta
Por que é que não se junta tudo numa coisa só?
Católico, evangélico, budista, macumbeiro, corintiano, espírita ou ateu
Todo mundo busca a paz interna tamo aqui pra ser lanterna!
Foi assim que ele escreveu
Palavras e palavras e palavras
e ainda acham que o deus do outro não pode ser meu

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