Eu me descubro no caminho e reinvento meu trajeto

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Foto: @lidiimoura

Não sei o seu, mas um mundo acabou pra mim em 2012.

“No auge dos meus vinte e poucos anos, o que me faz feliz é saber o que eu quero, mesmo que seja apenas pelas próximas horas”. Com esta frase eu ganhei um concurso cultural da Revista Gloss, da Abril, no final de 2012, que foi um ano onde muita coisa começou a chacoalhar e pedir um novo posicionamento, uma nova busca, uma outra escuta. Foi algo como:

– Isso não faz sentido, nem isso, isso também não.
– Nossa! Espera! Mas e agora?
– Te vira! Vai atrás.
– Mas do quê?!
– Não sei. Só vai. O que você não quer você já sabe e ainda descobrirá mais coisas que não te agradam. Então só vai.

E em 2013 eu fui. Eu vim. Eu estou.

E agora, sete anos depois?

Bom, conheci lugares do Brasil que queria MUITO – e ainda faltam vááários, descobri que pra mim a coisa mais linda do nosso país é a nossa música e cultura. (E vi que sou muito brasileira!) Fui pra Bolívia, rapidinho pra Argentina, mais rápido ainda pro Uruguai. Mudei pra São Paulo, saí de São Paulo, voltei pra São Paulo, coloquei o Mirena, tirei o Mirena, aprendi a ouvir meu corpo, tive centenas de primeiras vezes, olhei opiniões antigas se desfazendo, identifiquei uns tabus, vi uma árvore de 700 anos, uma fada na floresta, uma cachoeira na praia, vi a magia acontecer diante de mim, o inexplicável. Fiz novas amizades incríveis, aprofundei outras tantas, afastei de algumas, desenrolei meu inglês e até o espanhol. Participei de um programa de televisão (!!!), virei vegana, fiz Vipassana, curso de Reiki, um blog (este, no caso), um encontro de mulheres! ❤ Morei em cinco hostels, trabalhei 48h seguidas, não trabalhei, trabalhei de professora de forró, de redatora, de recepcionista, de babá, de atendente de bar, de padaria, de professora de yoga, fiz alguns eventos, couchsurfing, vendi sanduíche na praia, peguei carona, dormi em bar, na montanha, na praia. Tive um romance lindo de viagem, um outro de vida, me livrei (será?) daquela coisa grudenta e sorrateira conhecida como “culpa Católica”, me descobri como uma pessoa de fé, reconheci o tanto que ainda preciso do reforço do outro, fiz as pazes com o dinheiro e agora digo sem medo: eu quero ganhar dinheiro e isso não é errado! (Viu?? Não é!) Também passei por um momento pesado de depressão, desejei dormir e não acordar mais, tive culpa, crise de pânico, ansiedade, perdi as estribeiras e aprendi a pedir ajuda. A receber ajuda. Emocional e financeira, inclusive. Contornei e segui. Comecei uma formação de tantra yoga, estreitei ainda mais a relação com minha mãe e irmã. (Caramba! Como as AMO!). Vi um novo pai e outra relação nascer. Percebi que eu, logo eu, preciso infinito aprender a me comunicar, a expressar o que sinto, independente do que levou o outro a. (Isso ainda é um desafio.) Abracei meus demônios e também consegui reconhecer a minha luz. E ainda tenho muito o que aprender sobre mim. E ainda tenho muito o que arrumar. E sempre terei.

Anicca.

O tempo e espaço são tão relativos, né? Por isso se releio o parágrafo anterior, me perco na ordem das coisas… só que isso não importa, na real. Contudo, há uns dois meses tenho sentido algo extremamente novo pra mim… É uma coisa gostosa, uma sensação quentinha de saber o que eu quero. Você sabe? De ter uma tranquilidade de saber que estou aqui agora e que tudo bem se eu mudar de ideia mais pra frente. O lance é o que faz sentido. E eu preciso começar algo que venha de dentro, colocar pra fora o que já consegui reunir sobre mim até o momento.

Certa vez escrevi um texto onde eu falei, de certa forma, sobre estar vivendo algo com sentido, com intenção, de  pro-pó-si-to! No entanto, pra mim sempre foi um desafio encontrar uma maneira de viver assim no que tange ao trabalho, à remuneração. O que fazer? O que oferecer? E, pasmem, acredito ter começado a encontrar! \o/ Começado porque acredito infinito no movimento e nos ajustes que o dia a dia traz. O momento presente tem clareza e aí sim a gente faz os ajustes que farão toda a diferença. Só precisamos dar o primeiro passo e desapegar de ver o caminho todo.

E então?

Então eu quero me colocar a serviço como professora de yoga para mulheres que, assim como eu, gostam de viajar, de conhecer gente nova, de se reinventar, de criar raízes para florescer, de se revirar e se (re)conhecer. Que gostem de mudar de opinião. Quero formar uma rede, quero ajudar a criar um espaço onde a gente possa meditar, praticar ásanas que nos trarão saúde e então partilhar sonhos. Risadas. Cafés. Comida. Músicas. Dança. Amor. Filosofias. Experiências. Aprendizados. Partilhas. Histórias.

=)

Quero formar turmas! Vem comigo nessa?

Porque olha, no auge (?) dos meus trinta e poucos anos, o que me deixa feliz é partilhar a presença.

*ps importante: Estou em São Paulo agora, viu? hehehehe E digo mais: eu MORO aqui. Tenho CEP e tudo!

¯\_(ツ)_/¯

 

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